A ESTÉTICA DA NEGRITUDE

CONSTRUINDO AUTOESTIMA E IDENTIDADE NA LUTA CONTRA PADRÕES EUROCÊNTRICOS

Autores

  • Fabricio Augusto Ribeiro Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP, Brasil
  • Deise Aparecida de Oliveira Pereira Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP, Brasil
  • Luiz Henrique Gonçalves Santos Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, SP, Brasil

Resumo

Este artigo visa discutir a desconstrução dos padrões de beleza eurocêntricos na valorização e construção da identidade negra, enfatizando o cabelo crespo na estética da negritude e na luta antirracista. A presente pesquisa é de natureza qualitativa, numa abordagem da história oral por meio de uma entrevista temática com Joandele Barcelos professora acadêmica, cabeleireira e esteticista de Presidente Prudente, que se tornou uma referência no campo da estética negra, com ênfase na aceitação e nos cuidados com os cabelos crespos. A entrevista se desenvolveu no 2º semestre de 2024 abordando: história de vida, momentos marcantes sobre o racismo, visagismo e perspectiva de luta antirracista. O artigo apresenta a vivência de Joandele e a maneira como articula sua própria experiência de resistência, resiliência e empoderamento, propiciando uma análise crítica dos padrões de beleza eurocêntricos no Brasil. Constata-se que as referências negras positivas, tanto no contexto familiar quanto escolar, são essenciais para a construção e valorização da identidade da criança e mulher negra. A autoestima e a construção de uma autoimagem positiva contribuem na luta contra os padrões de beleza eurocêntricos, que historicamente tem provocado uma desvalorização da estética e beleza negra.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BIRMAN, Joel. Estética e Política: A Produção de Corpos. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Garamond, 2010.

BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. 1. ed. São Paulo: Edusp, 2007.

COSTA, Vera Paiva. Corpo e Cultura: Teoria e Prática da Educação Física. 1. ed. São Paulo: Editora Alínea, 2009.

DELGADO, Lucilia de Almeida Neves.. História oral e narrativa: tempo, memória e identidades. Revista História Oral, n. 6. 2009. Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/Hist%C3%B3ria%20oral%20e%20narrativa_%20tem po,%20mem%C3%B3ria%20e%20identidades.pdf. Acesso em 29 out. 2024.

FRANTZ, Fanon. Pele negra, máscaras brancas. 1. ed. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2008.

FREITAS, Geisiane Cristina de Souza. Cabelo Crespo e Mulher Negra: A Relação entre Cabelo e a Construção da Identidade Negra, v.2, set. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/idealogando/article/download/238062/Fr eitas/132113 . Acesso em: 18 out. 2024.

GOMES, Cláudia Ferreira Alexandre; Duque-Arrazola, Laura Susana. Consumo e Identidade: O Cabelo Afro como Símbolo de Resistência, v. 11, fev./nov. 2019. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/download/496/582/1246. Acesso em 23 out. 2024.

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.29, n.1, p. 167-182, jan./jun. 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/sGzxY8WTnyQQQbwjG5nSQpK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: Jan. 2025.

HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-modernidade. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2006.

hooks, bell. Ensinando a transgredir. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2017.

JAMES, Joy. Resisting the Politics of Respectability: A Black Feminist Perspective on the State of Race in America. 1. ed. New York: Routledge, 2020.

OLIVEIRA, Gisele Cristina de. Identidade Afro-Brasileira: Os Cabelos São Crespos Sim!. 2016. 61 f. Trabalho de Conclusão do Curso (Especialização em Políticas de Promoção da Igualdade Racial nas Escolas) - Universidade Federal de Minas Gerais, Minas Gerais, 2016.

OLIVEIRA, Samuel Silva Rodrigues de, & BORGES, Roberto Carlos da Silva. Ruth Pinheiro: trajetória de vida e movimento negro contemporâneo no Rio de Janeiro (1948-1988). Anos 90, 30, 2023. Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/Ruth%20Pinheiro_%20trajet%C3%B3ria%20de%20vida%20e%20movimento%20negro%20contempor%C3%A2neo%20no%20Rio%20de%20Janeiro%20(1948-1988).pdf. Acesso em 29 out. 2024.

PORTELLI, Alessandro. Um trabalho de relação: observações sobre a história oral. Revista Trilhas da História. Três Lagoas, v.7, nº13 jul-dez, p.182-195, 2017. Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/5306-Texto%20do%20artigo-16859-1-10- 20171203.pdf. Acesso em: 28 out. 2024.

RIBEIRO, Djamila. O lugar de fala. 1. ed. São Paulo: Pólen Livros, 2017.

SILVA, Celia Regina Reis da. Cabelo Crespo, Corpo Negro na Luta Cultural por Representação Afirmativa da Identidade Negra, v.10, ago./dez. 2020. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/RevTH/article/download/12191/8662#:~:text=O %20corpo%20%C3%A9%20performado%20at%C3%A9,corp%C3%B3rea%20afirmando%20a%20identidade%20negra. Acesso em: 18 out. 2024

Downloads

Publicado

2025-03-29

Como Citar

Augusto Ribeiro, F., Aparecida de Oliveira Pereira, D., & Henrique Gonçalves Santos , L. (2025). A ESTÉTICA DA NEGRITUDE: CONSTRUINDO AUTOESTIMA E IDENTIDADE NA LUTA CONTRA PADRÕES EUROCÊNTRICOS. Caderno Prudentino De Geografia, 2(47), 1–17. Recuperado de http://650482.ijbsn.asia/index.php/cpg/article/view/10906

Edição

Seção

Número Especial - Ocupação Preta: a história de um é a narrativa de todos